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Vertigem - Tendências para o Século XXI
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Vertigem - Tendências para o
Século XXI

 
Autor: Fernando Ilharco
Nº Páginas: 448
ISBN: 972842607-0
Dep. Legal: 126.184/98
Preço (papel): 24,69 Euros
Preço (digital): 12,35 Euros
Data da 1ª Edição: Out/98
Colecção: Desafios
Introdução
Índice

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Introdução

Em histórias mal contadas os objectivos claros, os cenários lineares e os planos quantificados fazem pouco sentido.
Com o fim da Guerra Fria, a História em vez de ter terminado, descongelou-se. A síntese que resultou de um confronto de cinquenta anos entre o capitalismo Ocidental e o comunismo do Leste desaguou num "pós-", em que o "pensamento único" pretendeu afirmar-se por falta de comparência de adversário. Neste sentido, de facto uma história acabou. No entanto, outra História está a começar. É uma história que não bate certo com os conceitos, os modelos e as instituições do passado recente.
Nos dias que correm uma coisa é certa: a ambiguidade substituiu a Guerra Fria.
Novos e velhos questionam-se: qual é a solução? Mas essa pergunta é ela mesma uma parte do problema. A solução, ao ser um conceito derivado dos modelos mecanicistas, pressupõe que podemos modelar o futuro - essa é a razão porque procuramos "a solução". Ora esse pressuposto está em contradição frontal com o que agora origina a necessidade da solução: um presente que simplesmente aconteceu. Que não foi modelado, nem planeado, nem previsto. Aconteceu, e não bate certo.
Significa isto que o que hoje está em causa são as formas tradicionais de entendimento de um mundo cujas instituições e modelos têm vindo a ser desautorizados pela capitulação, pelo absurdo e pelo delírio. O mundo continua aí. Surpreendentemente e simplesmente acontecendo.
No centro do furacão estão de novo as redes, cuja essência é a conexão e o descobrimento. Depois das calçadas dos Romanos, das rotas das caravelas, dos caminhos de ferro do Oeste americano, das auto-estradas transcontinentais, da aviação civil popularizada, uma nova geração de redes - as tecnologias de informação e de telecomunicações - está a gerar o novo mundo.
O poder, a criação de riqueza, o nível de vida, em suma a supremacia, estão a transferir-se para as redes de computadores e de telecomunicações. A tradição quebrou-se e a suspeita paira. A nova tecnologia cerca o cidadão comum como um pesadelo sem saída.
"Quem tem ouvidos, ouça!", exclamou Nietzsche. "Quando vejo coisas, vejo coisas", escreveu Ayn Rand. Conhecer, não permitindo que a ansiedade da incerteza nos impeça de interpretar o que se passa à nossa volta, é ver o que vemos, ouvir o que ouvimos, sentir o que sentimos e pensarmos da única forma que nos é possível fazê-lo: por nós próprios.
Hoje, dar um sentido ao mundo não é uma tarefa óbvia e de resultado seguro. Uma das formas de o tentar é detectando padrões nos acontecimentos do dia a dia, e investigando a sua essência - aquilo que nesse padrão é permanente e atribui aos eventos uma finalidade, isto é, um destino. Trata-se não de procurar um "como", mas sim um primeiro "porquê".
Esta forma de fazer sentido do mundo, que se pretende tanto quanto possível livre dos modelos tradicionais, visa detectar tendências de fundo em progressão, habilitando-nos a formular coerentemente e consistentemente novas interpretações do mundo.
As tendências de fundo são movimentações irreversíveis a curto e a médio prazo. São padrões de modelação dos acontecimentos, que no longo prazo são alteráveis, o que não significa que de facto venham a ser alterados. Estas gigantescas mudanças sociais condicionam os desenvolvimentos vitais nos mercados, na tecnologia, na política e na cultura. Trata-se de mudanças que resultam das acções de milhões e milhões de entidades e são determinadas por alterações primárias em variáveis críticas do desenvolvimento humano: a evolução demográfica, os fenómenos naturais, as ideias e os breakthroughs tecnológicos.
As tendências de fundo porque modelam o caudal de milhões de eventos e de triliões de decisões, condicionam o desenvolvimento das estratégias competitivas, das opções organizacionais e das guerras pelo poder. A sua detecção e capitalização é, por excelência, a fonte do poder, da riqueza e do lucro.
Se a superioridade no posicionamento estratégico das empresas é a principal razão para o seu sucesso competitivo, então a colagem de um negócio a uma ou mais tendências de fundo é a forma de o obter.
Num mundo imerso em informação a capacidade de cortar na ambiguidade, de perspectivar os factos e dar um sentido ao futuro constitui a derradeira fonte da vantagem competitiva.

Um entendimento do futuro

Os modelos político-económicos do século XX foram construídos sobre o pressuposto de que a informação relevante é difícil, morosa e cara de obter. É um quadro que já não é válido. Mas a chamada sociedade da informação não está a tornar as coisas mais simples. A relevância que os dados possam ter, bem como a sua captação, dependem da capacidade de fazer sentido do que acontece. O overload de informação está a exigir estratégias complexas contra a ambiguidade.
O poder e a riqueza estão a ser transformados pela informação e pela nova tecnologia. Na Bolsa de Nova York, a Microsoft vale mais do que a General Motors e a Ford, juntas. Na Bolsa de Lisboa, a Telecel vale mais do que a Cimpor e a Portucel, juntas *.
Das 100 maiores economias do mundo mais de metade são empresas e não países. Na empresa transnacional típica mais de 90 por cento dos accionistas são sleeping partners. O know-how dos gestores, legitimado pela abstenção dos accionistas, detém o poder dos novos impérios, os quais assentam na conquista de mercados, nas fusões e aquisições, nas redes e na nova tecnologia.
A nova tecnologia está a gerar uma nova elite. Os knowledge workers são uma franja de profissionais, altamente preparados e de mobilidade global, aptos a produzir uma cada vez maior quantidade de produtos, aumentando a sua qualidade e descendo os seus preços, em simultâneo. Para atrair esta elite geradora de riqueza, os países e as regiões competem entre si. Os incentivos fiscais e as isenções de impostos são as armas mais utilizadas. Assim, para uma elite móvel o que tem sentido perspectivar é a descida dos impostos e não a sua subida.
Com acesso instantâneo à informação, as regiões, as cidades, as empresas e os empreendedores da sociedade digital estão a ligar-se directamente à economia global. O trabalho rotineiro está a ser automatizado ou exportado para o Sul. Novas classes sociais estão a emergir. Para além do topo, detentor do conhecimento e das empresas, existe uma enorme massa consumidora, de mobilidade reduzida e ansiosa perante o novo mundo. E ainda uma underclass em progressão, excluída da pós-modernidade, e que tende a concentrar-se nas cidades, fazendo subir a insegurança.
Neste quadro, as populações reagem e colocam o emprego e a segurança acima dos valores da democracia e do Direito - a presunção da inocência, a igualdade de oportunidades, a vontade da maioria. O Estado, por seu lado, está cercado por actores ou mais pequenos mas mais ágeis - regiões, cidades, empresas, ONG's - ou maiores, mas mais poderosos - UE, OMC, NATO, empresas globais. Para sobreviver entrou em mutação: privatizando, desregulamentando, fragmentando-se.
Os EUA, a Europa e a Rússia estão à beira da fragmentação. Possivelmente já em rota de separação, entre outras cidades e regiões, estão a Catalunha, o País Basco, a Galiza, a Padania, a Bavaria, a Saxónia, Berlim, Londres, a Escócia, a Califórnia, Nova York, o Quebec... Mas estas, são as boas notícias, porque com a quebra da tradição e com a subida da insegurança é o Estado de Direito que está em riscos de sofrer um recuo dramático.
As indústrias da informação estão a alterar radicalmente a forma como se cria riqueza. Em breve, as redes planetárias de cabos de fibra óptica e de satélites desempenharão na criação de riqueza o mesmo papel que no passado coube às caravelas dos Descobrimentos, aos caminhos de ferro ou às auto-estradas. No sector dos serviços, que representa mais de metade do PIB nos países desenvolvidos, desenha-se uma fractura entre as telecomunicações, electrónica de consumo e media, por um lado, e os serviços indiferenciados - comércio, administrativos, operacionais - por outro lado. Nos primeiros, dezenas de indústrias tradicionais estão em rápida mutação (da tipografia à TV, passando pelos telemóveis e pela Internet). Nos segundos, sofre-se: salários congelados, downsizings, deslocalizações, falências.
A aliança táctica media/opinião pública/ONG's faz frente à máquina estatal e aos modelos industriais. Os modelos meritocráticos dos negócios tendem a afirmar-se. Os novos poderes são cada vez mais dirigidos por elites não eleitas, altamente preparadas e motivadas. E o paradigma terra é riqueza revela-se definitivamente minado.
Esta sociedade global requer um novo tipo de linguagem porque é uma nova sociedade humana. Porque sendo na linguagem que o homem se adapta estruturalmente à sociedade que projecta, uma nova língua está já a surgir. É um novo inglês, já hoje uma espécie de língua franca. É a língua da maio-ria das organizações internacionais, das publicações científicas, da Internet, da finança, dos negócios.
A localização global de tudo é a lógica competitiva do século XXI. Da produção, ao marketing passando pela tecnologia e pelo pagamento de impostos, tudo tende a localizar-se onde tenha mais sentido. Avaliando todo o planeta, a empresa global desloca os seus processos e funções assim que detecta subidas no rácio output/input. Com menos terra, pessoas, dinheiro, equipamento, matérias-primas, espaço, tempo, energia e stocks, as empresas líderes obtêm produtos cada vez melhores e mais baratos. A informação é o único recurso em subida - o supremo substituto, na expressão de Alvin Toffler. O resultado desta mutação é uma maior eficiência da economia global, que se traduz na baixa generaliza-da de preços dos produtos e dos serviços. Ou seja, o resultado desta tendência é a sua força.
No trabalho, a tendência é a queda da remuneração horária e a ascensão da remuneração em função dos resultados. O emprego para toda a vida desapareceu e a vida profissional como uma sequência de vários full-time também tende a desaparecer. Os portfolios de trabalho, os contratos de prestação de serviços especializados, a remuneração pelos resultados, são os modelos em desenvolvimento.
Na diplomacia internacional as coisas não param de acontecer. A dissuasão baseada na capacidade de destruir os outros - dissuasão nuclear - está a ser substituída pela capacidade de evitar que os outros nos destruam - dissuasão da informação.
Que tipo de mudanças ideológicas se estão a verificar? Que economia está a desenvolver-se? Que teoria política pode interpretar o que está a emergir?
O embate parece estar a desenrolar-se entre os valores da justiça social, do individualismo, da mobilidade global e dos mercados planetários desregulamentados.
Este é o novo mundo. Um mundo fascinante e sofisticado. Um mundo bárbaro e selvagem.

Quatro grandes temáticas

Vejo este livro, também, como um destino natural para as crónicas "futuro", que há cerca de dois anos mantenho semanalmente no "Público". Os textos que o constituem, creio, constituíram uma narrativa que nos dias de hoje faz mais sentido do que as propostas tradicionais ou do que os desejos ansiosos das maiorias.
Trata-se de uma nova história, sem dúvida. Uma história cujo compromisso de fundo pretende ser a consistência e a coerência, desvalorizando em cada desenvolvimento as tradições do passado e as visões do futuro. Penso tratar-se de uma proposta que pode explicar mais e melhor, e que pode também estimular novas perspectivas e novas interpretações para o dia a dia e para os contextos político, económico e social em que estamos imersos. É uma história que pelo simples facto de ter vindo a ser publicada no "Público" e de agora ser proposta neste livro, merece ser contada.
São quatro as grandes temáticas deste livro, a que correspondem outros tantos capítulos: Sociedade Pós-Democrática, Globalização e Fragmentação, Guerras do Conhecimento, Portugal.
Os capítulos estão organizados para serem lidos sequencialmente. Para isso os textos foram ordenados de modo a proporcionar um fluir natural da leitura e um sentido específico ao todo que constitui cada um dos capítulos.
Tratando-se de textos que inicialmente foram escritos e publicados em diferentes momentos podem seguramente ser lidos isoladamente. No entanto, cremos que a organização dos textos nestes quatro capítulos e a sua ordenação conforme ao apresentado é uma importante mais-valia.
O Capítulo 1 - Sociedade Pós-Democrática debruça-se sobre as causas, a essência e os contornos dos acontecimentos que no pós-Guerra Fria mais têm atraído as atenções das populações: a nova tecnologia, a finança global, os media, as novas e as velhas ideologias, a vida urbana, a personalização em massa, a competição permanente, o consumo, a inovação, as crises, os tribunais e a justiça, as eleições e o voto, as novas classes sociais, as tradições, o risco, os mercados.
Numa sociedade em que a democracia parlamentar é um dado adquirido, o desafio parece estar de novo a colocar-se entre os valores do individualismo, da iniciativa e da mobilidade, e os valores do colectivismo, das maiorias, e dos Estados.
Os media, a mobilidade global e a explosão da informação propõem cadenciadamente a cada um de nós formas alternativas de fazer sentido do mundo.
O capítulo inicia-se com textos de reflexão desta temática nos planos filosófico, epistemológico e político. As sociedades urbanas contemporâneas, nomeadamente no que respeita ao papel dos media e à invasão da nova tecnologia, constitui o bloco central de textos deste capítulo. A competição política e empresarial e três diferentes sínteses sobre a temática apresentada fecham o capítulo.
O Capítulo 2 - Globalização e Fragmentação pretende tratar com algum detalhe o aspecto que marca a época actual: a globalização. O conceito de globalização é já um entendimento do mundo. Ou seja, é uma resposta que tem por base o pressuposto que o que acontece tem uma natureza global, e que essa mesma globalidade, é o aspecto que é distintivo nesta época - nos mercados, na política, nos media, na cultura, no desporto, etc. -, sobrepondo-se a todos os outros aspectos.
Por a época ser "nova", o fenómeno da fragmentação política e do esvaziamento da autoridade dos poderes tradicionais está a ser mal compreendido, quando não é simplesmente ignorado.
A aparente contradição entre globalização e fragmentação tem impedido a compreensão de um mesmo fenómeno: o meio está a ser esvaziado; o poder está a subir para entidades planetárias, e a descer para instituições locais.
Ontem os Estados, os actores de um entendimento do mundo passado, eram poucos e os mercados eram muitos. Hoje caminhamos para o contrário: milhões de entidades e um único mercado planetário.
As portas da economia global estão abertas para quem quer que se queira ligar ao fluxo das ideias, da tecnologia, do dinheiro e dos mercados.
O capítulo inicia-se com a análise desta temática a partir de ângulos diversos: o projecto Iluminista do Ocidente, a mobilidade, a tecnologia, a linguagem. Os textos seguintes focam as várias globalizações em curso: nos mercados, nos estilos de vida, na finança, nos media, no trabalho e nas empresas.
Por fim introduz-se alguns dos novos actores de um mundo globalizado: os impérios empresariais, as regiões, as cidades-Estado, as transnacionais do crime, os empreendedores da sociedade digital, a nova geração imersa nas redes tecnológicas.
O Capítulo 3 - Guerras do Conhecimento debruça-se sobre a natureza revolucionária das novas tecnologias de informação e de telecomunicações. A nova tecnologia é radicalmente nova - não só muda os detentores do poder, como altera a forma como o poder é conquistado, exercido e mantido.
Ao alterar a forma como se exerce o domínio e se cria riqueza, a nova tecnologia altera a forma como se vive em sociedade, como se compete, como se trabalha, como se produz, como se rouba e como se faz a guerra.
A tecnologia, enquanto projecto de organização e de controlo de um mundo eficiente, é mais do que uma colecção de objectos e de facilidades. A tecnologia transporta uma visão analítica e ordenadora do mundo. Essa visão é alicerçada no projecto Iluminista da conquista do mundo pelo homem. Por isso, porque muda de facto o mundo, a tecnologia é algo de substantivo e não apenas de instrumental. Esta temática que abre o capítulo, não é neste livro abordada de uma forma tradicional. Neste ponto, a tradição é o Cartesianismo. Assim, a par de exposições consistentes com as visões correntes da tecnologia, da gestão e do conhecimento, introduzimos um tipo de reflexão menos comum, mas que cremos de crescente aceitação. Trata-se de reflectir sobre o homem-no-mundo através da tentativa de captação das práticas de retaguarda, corporizadas, assumidas e intuitivamente colocadas em acção. O mundo é prioritário, está-sempre-já-presente, e não é possível ao homem colocar-se fora da sua história e destacar-se de um mundo em que está já e sempre comprometido.
O fluir do capítulo vai detalhando as temáticas que se entende determinarão o rumo que a sociedade vier a tomar: a informação como um anti-recurso, a gestão do overload de dados, a dissuasão baseada na informação, a competição preventiva, a desmaterialização, o redesenho dos velhos processos e o surgir de novas organizações, a corporização (a expressão em inglês "embodiment" capta melhor o que está em questão) da informação como conhecimento, os limites da nova tecnologia, a natureza do novo "golpismo", o terrorismo pós-industrial, o exercício da supremacia.
Os três textos finais - A Vertigem Nietzschiana, A Beleza Está no Teu Olhar, Os Próximos 100 Mil Anos - são de algum modo sínteses alternativas da temática de fundo deste capítulo: o conhecimento e o poder.
O capítulo fecha com o Futuro Mais que Perfeito, uma reflexão teórica que sugere que a desmontagem da racionalidade, da História e da Ciência nos deixa sempre colocados face ao futuro, à beira do que é a essência do ser humano: a temporalidade.
O Capítulo 4 - Portugal aborda a temática "Portugal" no contexto exposto nos três capítulos anteriores. A convicção de fundo que o atravessa é a de que os tempos que se perspectivam são uma oportunidade para o entendimento português do mundo.
O próximo século pode ser um horizonte de possibilidades e de descobertas em que uma vez mais o individual e a aventura é o aspecto vital do desenvolvimento. Esta atitude é lusitana no seu cerne. Os portugueses foram durante muito tempo os que chegaram aos lugares que não vinham nos mapas.
O mundo novo está aí outra vez: é uma nova era aberta sobre o desconhecido e sobre os outros. Esta realidade, num contexto duro e implacavelmente 'mercadizado', não é mais desfavorável a Portugal do a quaisquer outros. A diáspora portuguesa, longe ser o problema, é parte da solução.
Portugal e os actores nacionais terão tanto mais possibilidades de desenvolvimento e de influenciarem o curso dos acontecimentos, quanto mais inequívoca e activamente mantiverem em aberto as suas opções atlântica, europeia e africana. Nesta estratégia de triangulação não existe opção final. A opção por um dos lados é apenas uma possibilidade teórica. Nunca é concretizada. Na prática o que parece provisório é o que é definitivo. O objectivo não é escolher um dos caminhos, mas o de ser o "interface" entre eles. É aí que está o destino. E é aí que estão também os novos tempos.


Índice


Prefácio     Uma pessoa, uma região
Introdução     Os novos impérios
Capítulo 1 - Sociedade pós-democrática       Os vendedores de topo
A ordem         Singapuras
O non-sense       Livre, rica e selvagem
O vento sopra de frente         A geração Netscape
A idade dos fins         Os dinossauros
A tensão do milénio     Capítulo 3 - Guerras do Conhecimento
Esquizofrenia colectiva     A conspiração dos espelhos
Pensamentos únicos   Segredos que nos cercam
Cerco à democracia   Estar aí
Estratificação social global   Naturalmente no Verão
Adeus tribo!   Os dois 'porquês?'
Somos todos soldados   Quanto mais as coisas mudam
A privatização da polícia   Absolutamente ao centro
O príncipe encantado   A solução é parte do problema
A conquista da realidade   Sobre o management
Vidas arriscadas   Gestão e intuição
Um dia vulgar   Patologias, hábitos e razões
A sociedade transparente   O anti-recurso
Os media pensam como eu   Infoglut
Justiça selvagem   A dissuasão da informação
Miss Tudo   Prevenção competitiva
Directo ao coração   Canais de atenção
TV caos   Personalizar é desmaterializar
Correio da aldeia   A gestão da próxima geração
A III Guerra, pânico e outras histórias   A gestão e o tufão
O voto aos 16 anos   Core management
O planeta meritocrático   Estratégia para todos
O fim das férias   Língua franca
Os anúncios dizem tudo   A outra moeda única
Vingança poética   Tecnologia sem lei
Histórias sem fim   Vermelho vivo
Capítulo 2 - Globalização e fragmentação     Homens estratégicos
Os enquadradores   Terrorismo pós-capitalista
Dias sem nome   Golpe na América
Tudo isto é teu, ou seja, é meu   A Terceira Via é a segunda
As tecnologias da libertação   A vertigem Nietzschiana
O pesadelo americano   A beleza está no teu olhar
Para que serve a América?   Os próximos 100.000 anos
Quem dispara primeiro ri no fim   Futuro mais que perfeito
O voo do falcão     Capítulo 4 - Portugal
McMundo   Uma varanda sobre o mar
Capitalismo fatal   Mar, outra vez
O crash sem fim   Portugal no labirinto global
A miopia do mercado   24 horas no dia D
Um susto anunciado   Horizontes do euro
Diana, a anti-história   Uma tradição qualquer
Cinzento escaldante   Futebol e tribunais
A nova Babilónia   Futebolismo
A vez dos mercados   TV hoje
O amigo de Ayn   Made in Portugal
O poder está no volante de um TIR   Os sonhos dos outros
O mal estar   Índice de figuras
Outra estratégia contra a droga   Índice por Palavras-Chave
A lei do mais pequeno   Índice Remissivo
A fragmentação do Estado   Indice cronológico