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 Peter Drucker
 O essencial sobre a vida e a obra do
 homem que inventou a gestão

 Autor:
Jaime Fidalgo Cardoso, Jorge
 Nascimento Rodrigues

 Páginas: 232
 ISBN: 989-615-023-0
 1ª Edição: Mar/2006
 Colecção: Desafios
 Mais sobre o livro:
 » Introdução
 » Índice
 » Autores
 » Comentários
 
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Drucker num fim-de-semana
Neste livro o leitor poderá encontrar o essencial sobre a vida e a obra de Peter Drucker e aprender como as suas ideias moldaram a História da Gestão Moderna. Poderá, igualmente, ler dez testemunhos de gestores e académicos de língua portuguesa sobre o legado de Peter Drucker, conhecer a versão integral de cinco entrevistas concedidas a publicações portuguesas e ler o resumo dos seus cinco artigos-chave. Tudo preparado para uma leitura de fim-de-semana.

Para quem quiser saber mais, este livro inclui ainda as suas 100 citações mais influentes, a bibliografia completa, os livros e conceitos-chave, as 10 grandes lições a retirar da obra de Drucker e a selecção das suas entrevistas, artigos, ensaios e sítios na Web mais interessantes.


Introdução

Peter Ferdinand Drucker, falecido aos 95 anos, em Novembro de 2005, foi um homem de sete ofícios: economista, analista financeiro, jornalista, conferencista, consultor, autor e professor. Em todas estas profissões, viveu sempre de modo simples, sem secretária, batendo as próprias cartas numa máquina de escrever.

Foi igualmente um homem marcado pela influência de várias culturas. Nasceu na Áustria (onde permaneceu até à adolescência), fez os estudos na Alemanha (até ao regime nazi ter chegado ao poder) e trabalhou na City londrina (até casar com a sua companheira de sempre, Doris Drucker). O casal emigrou para os Estados Unidos, quando Drucker tinha apenas 26 anos. Neste país sempre foi considerado o grande embaixador da tradição intelectual europeia. Enquanto a saúde o permitiu, tentava viajar todos os anos para a Ásia, em particular para o Japão – país cuja cultura sempre o fascinou e onde ainda hoje tem a maior legião de fãs.

Apesar de sempre ter odiado o rótulo de “guru” (que associava a charlatanismo), existe uma grande unanimidade entre o meio académico e empresarial sobre o facto de não existir outra pessoa no mundo que mereça ostentar tal título. Afinal foi quem inventou a Gestão como disciplina e definiu as funções do gestor moderno. Foi um dos raros pensadores que se pode gabar de ter mudado o mundo com as suas ideias ao inventar conceitos como as (re)privatizações, a gestão por objectivos ou a descentralização nas empresas.

O maior legado de Drucker está, porém, na sua capacidade de interpretar o presente e de perceber as suas implicações para o futuro. Drucker tinha a capacidade de vislumbrar as tendências que irão produzir mudanças na sociedade, na economia e nas empresas. A ele se deve o diagnóstico de "descontinuidades" como a ascensão dos fundos de pensões no capital das empresas cotadas ou a emergência dos trabalhadores do conhecimento. Foi o primeiro a alertar que os trabalhadores são os donos do activo (o conhecimento) mais precioso da sociedade actual que ele apelidou de “pós-capitalista”.

Acima de tudo, tornou a Gestão uma disciplina séria e respeitada, e acessível a milhões de pessoas.

Na sua visão, a Gestão é uma disciplina prática e humanista. É uma "arte" que se alimenta de ciências como a Economia, Psicologia, História, Matemática, Teoria Política e Filosofia. E é também uma prática – como a Medicina – no sentido em que não interessa se o tratamento é, ou não, científico, mas sim se cura o doente.

No seu entender, a gestão é fundamentalmente uma ciência social que lida com pessoas e cujo âmbito não se confina ao mundo empresarial (por isso, o autor dedicou vários livros ao mundo das organizações sem fins lucrativos). Apesar de todas estas contribuições, Peter Drucker, com a sua proverbial modéstia, recusava o título de ‘pai’ do Management (título que, apesar disso, se manteve nesta obra em sua homenagem).

 

“Não há países subdesenvolvidos, há países subgeridos”
                                                       
 Peter Drucker (1993)

 

   
 
explicou como gerir a grande empresa (corporation, no dizer dos americanos);
garantiu que a gestão se podia aprender, que não era exclusiva de uns quantos iluminados;
projectou de novo o papel do “empreendedor”, a mais importante personagem na inovação do tecido económico;
revelou a sociedade emergente do nosso século, baseada no conhecimento;
deu nobreza à gestão em todo o género de organizações sem fins lucrativos.


Índice

INTRODUÇÃO

DUAS HISTÓRIAS PESSOAIS
Uma dívida pessoal – Jorge Nascimento Rodrigues
 
Um dia com Drucker – Jaime Fidalgo Cardoso

01. DRUCKER ESSENCIAL
    
1. A vida de Peter Ferdinand Drucker

De Viena a Frankfurt
De Londres a Nova Iorque
De Jornalista a Professor
100 Citações memoráveis

Anexos
Breve cronologia
Drucker por Drucker
Figuras que o marcaram
Como gostaria de ser recordado?

     2. A obra

Os livros clássicos
Os livros proféticos
Os livros inspiradores
Colectâneas e biografias
Bibliografia completa

Anexos
As 10 Lições de Drucker
Os 7 Conceitos e os 5 Livros-chave
Os 5 Mitos da Gestão

02. DRUCKER E A GESTÃO
     1. Quando o Management largou o bibe

As três musas inspiradoras
A “pré-história”
As duas descobertas do Dr. Management
A emergência do saber
O fim dos paradigmas industriais de Taylor e Ford

Anexos
Breve cronologia de conceitos «druckerianos»

     2. O Filme do Management Moderno

Um acontecimento histórico
Exilados & Heréticos
Marketing não é cosmética
Estratégia & Paradigma
A moda do Planeamento Estratégico e da Mudança de Paradigma
A Competitividade
Japoneses & Excelência
A indústria dos gurus e das buzzwords
A Sociedade do Conhecimento
O Interregno da Nova Economia
O fenómeno metanacional

Anexos
Breve cronologia da revolução da Gestão

03. DISCURSO DIRECTO
     1. Drucker para principiantes

     2. Digest de artigos-chave (5):

«My Life as Knowledge Worker» (Inc)
«On the Profession of Management» (HBR)
«Post-capitalist Executive» (HBR)
«The Next Society» (The Economist)
«Managing Oneself» (HBR)

     3. Entrevistas a Peter Drucker:

«O management ainda vai no adro» (1993)
«Todos terão de aprender a pensar global» (1995)
«A gestão nunca se esgotou nos negócios» (1997)
«O normal em história é a turbulência» (1999)
«O management é prática» (2001)

04. TESTEMUNHOS
     1. Drucker visto em português

A gestão é uma profissão
Francisco Lopes dos Santos

Peter Drucker e a gestão pública
João Abreu Bilhim

O homem que inventou a sociedade organizacional
Jorge Vasconcellos e Sá

Peter Drucker e o futuro da gestão
José Paulo Esperança

Os desafios da produtividade e inovação
José Vasconcelos-Sousa

Tributo a um realizador do futuro
Leandro Vieira e Rubens Fava

Lições para a economia portuguesa
Luís Cardoso

O aluno que discordou de Keynes
Mário Murteira

O operário do conhecimento
Rui Paula de Matos

O pai da gestão moderna
Vítor Sevilhano Ribeiro

     2. Drucker visto pelo mundo

primeira biografia de Drucker
50 Gurus da Gestão
O que eles disseram sobre Drucker (citações)

     3. À mesa com Drucker...

     4. Recursos sobre Drucker na Web

Autores

Jaime Fidalgo Cardoso, 39 anos, é responsável pela divisão de custom publishing da Money Media e colaborador da revista de economia Dia D, do jornal Público. Foi director editorial da Ideias&Negócios. Fundou e dirigiu a revista Executive Digest. Venceu dois prémios de jornalismo e é licenciado em Gestão pela Universidade Católica. Co-autor de 50 Gurus da Gestão para o séc. XXI  e de Peter Drucker - O essencial sobre a vida e a obra do homem que inventou a gestão, editados pelo Centro Atlântico.

Jorge Nascimento Rodrigues, 53 anos, é editor dos portais janelanaweb.com (lançado em 1995) e Gurusonline.tv (lançado em 2000). É colaborador do semanário Expresso, coordenador da Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão e CEO do grupo Adventus. É co-autor dos livros Mestres da Gestão – 42 Gurus do Management em Directo, Mestres Portugueses da Gestão, Mestres da Geração Start-Up e 50 Gurus da Gestão para o séc. XXI, publicados pelo Centro Atlântico.

  Comentários

A sua atitude intelectual é menos a do profeta que a do timoneiro, isto é, procura entender e antecipar uma mudança que não pode controlar, para melhor a conduzir em correntes agitadas.

 

Mário Murteira, professor catedrático de Economia jubilado, director da revista Economia Global & Gestão, foi ministro de três Governos e autor de vários livros sobre Economia.

 

A gestão por objectivos é atribuída a Peter Drucker e à sua obra The Practice of Management. Na administração pública portuguesa o seu efeito não foi tão repentino e ainda hoje se está a sentir.

 

João Bilhim, professor catedrático de gestão de recursos humanos, presidente do Conselho Directivo do ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa.

 

Drucker dizia que não há países subdesenvolvidos, mas subgeridos. É outro modo de dizer que não há países competitivos sem empresas competitivas, trinta anos antes desta frase se ter tornado popular.

 

Jorge Vasconcellos e Sá, mestrado pela Peter Drucker Graduate School of Management e doutoramento em Gestão pela Universidade de Columbia, autor de 13 livros sobre gestão.

 

“Conhecia bem demais as surpresas, os disfarces e as reviravoltas do meio empresarial. Tinha uma noção clara do verdadeiro papel do gestor. Para ele, o gestor é o elemento dinâmico e vital de toda e qualquer empresa”.

 

Rubens Fava, professor na UniFAE Centro Universitário, Curitiba, Brasil, formado em Ciências Económicas e Administração.

 

"Vários dias atrás, atraído pelo nome de Peter Drucker, comprei o livro” PETER DRUCKER – O essencial sobre a vida e a obra do Homem que inventou a gestão”.
Tudo o que se refere a Drucker, no mínimo, vejo com muita atenção para não comprar gato por lebre, como confesso já algumas vezes me aconteceu.

Folheei rapidamente o Livro mesmo na livraria, mas li com todo o detalhe a Introdução - Duas Histórias Pessoais, razão mais que suficiente para me decidir pela compra.


Tal como Jorge Nascimento Rodrigues que, por mero acaso, ao ler uma revista ficou deliciado com a Visão do Empreendedor, o mesmo aconteceu comigo, mas vários anos antes, não tanto por mero acaso, mas porque já nessa altura andava a tentar encontrar respostas para uma série de questões sobre a minha formação académica sem as encontrar.

A leitura das duas Introduções do vosso magnifico livro, por um lado “Um Parto com 7 Anos de atraso” como o meu para descobrir Drucker, e por outro “Duas Histórias Pessoais” e a questão posta de como gostaríamos de ser recordados, não poderia deixar de responder ao apelo.

Para mim sem dúvida como um Druckeriano convicto. Ao longo de mais de 40 anos tenho vivido Drucker por todos os lados.

A propósito e antes de mais, guardo religiosamente um artigo de Jorge Nascimento Rodrigues que o próprio intitulou “O que o gestor terá de esquecer”, cujo “actor” não poderia ser outro se não Peter Drucker.

Orgulho-me de poder afirmar que fui um formador de vários Engenheiros Directores de Obra, procurando transmitir os conceitos do MESTRE.

Alguém, sem grande projecção pública que, COM MAIS DE 70 ANOS continua a ser um admirador incondicional de Drucker, um seu tímido e deslustrado discípulo, mas que tem a satisfação de saber que ajudou a levar este HOMEM ao conhecimento de muitos dos que se auto apelidaram de Gestores.

Na Introdução do Livro sobre Drucker convidam os Autores a enviar o meu comentário:

É o que aqui deixo, agradecendo o vosso magnífico livro e prestando modesta mas sincera homenagem a PETER FERDINAND DRUCKER
 

 

Francisco Xavier Moreira

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