Os computadores fazem parte integrante da nossa vida. Desde a utilização doméstica até á empresarial, passando pela saúde, pela banca ou pela escola, os sistemas informáticos acompamham-nos em cada faceta da nossa vida fornecendo-nos informação ou ampliando as nossas capacidades de cálculo, memória, comunicação, etc.
Esta simbiose de homem e sistema de informação através de periféricos denominados de interfaces amplia as capacidades humanas ao ponto de determinadas tarefas poderem ser integralmente entregues ao sistemas informáticos. Assistimos pois a uma diluição da fronteira homem-máquina.
A distribuição da informação obriga a que os sistemas estejam interligados criando-se assim comunidades virtuais de conhecimento. Por outro lado, o tipo de informação transmitida já não é só informação escrita ou voz, é também imagem e sequências de imagens ou seja animação.
As redes podem assumir diferentes designações em função do protocolo que usam, da estrutura da sua cablagem e da sua dimensão.
Ao segmento da rede compreendido dentro da organização atribui-se o nome de LAN (Local Area Network). Esta rede poderá ser constituída por troços em fibra óptica, UTP, ou outros.
Quando a empresa tem uma dispersão geográfica e existem várias LAN interligadas, dizemos que a empresa tem uma MAN (Medium Area Network).
As redes que interligam diferentes organizações com utilização de redes públicas de comunicação de dados são denominadas de WAN (Wide Area Network).
Uma das redes mais divulgadas é a Internet. A Internet será a curto prazo o meio electrónico de ligação a todos os serviços. Permita-nos o leitor que descrevamos um pouco da história da Internet.
A internet como a conhecemos hoje tem uma história longa e interessante. Em 1969 foi criada nos Estados Unidos da América uma rede denominada, na altura, de ARPANET.
O nome ARPANET derivou da entidade que a criou: Advanced Research Projects Agency, uma organização pertencente ao departamento de defesa americano. Inicialmente o objectivo da ARPANET era interligar universidades e organizações com fins militares.
A ARPANET foi crescendo com os serviços de correio electrónico, transferência de ficheiros e emulação de terminal ao mesmo tempo que se foi criando a noção de que a capacidade da rede estaria a ficar pequena.
Por volta de 1973, nasceu um projecto denominado de "Internetting Project" com o objectivo de estudar a forma de lançar uma rede de interligação de todos os sistemas e redes existentes.
O protocolo de comunicações escolhido foi o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), desenvolvido em 1974 por Robert Kahn.
Rapidamente este protocolo foi adoptado, tornado comum a quase todos os construtores de hardware e equipamentos de rede tendo-se lançado assim os alicerces para uma hiper rede de comunicação de dados.
Embora o TCP/IP não seja o único protocolo disponível nas redes de comunicação de dados, foram desenvolvidos routers e gateways para outros protocolos.
A Internet teve a grande virtude de através da sua aproximação das grandes massas tornar-se no serviço mais conhecido para utilização individual e não demoraram a aparecer todo o tipo de fornecedores de informação desde entidades públicas a privadas, desde a formação até ao comércio, passando pela saúde, pelos serviços militares, etc.
O grande conceito de comunidades virtuais de indivíduos que comunicam e trabalham através da Internet surgiu, o que tornou a Internet numa ferramenta de trabalho imprescindível.
Uma dificuldade começa a assombrar o futuro pois já não existe capacidade para transmitir a quantidade de informação que precisamos; algo tem de ser feito.
Com a comunicação de informação multimedia teremos objectos que irão desde a simples imagem até ao complexo modelo a três dimensões com detalhes de textura e luz, ainda eventualmente com comentários de voz.
Para termos uma ideia deste incremento enquanto para texto simples uma largura de canal de 1Kb por segundo poderia ser satisfatória, para estes objectos larguras de banda de 800 Mb por segundo são imprescindíveis.A velocidade das redes teriam de aumentar cerca de um milhão de vezes pelo facto da introdução destas tecnologias.
Por este motivo, o desenho e concepção de sistemas multimédia que incluem por exemplo serviços de vídeoconferência devem ser perspectivados com prudência considerando sempre os meios de comunicação á disposição.
Para minimizar este problema, estão em desenvolvimento sistemas inteligentes de comunicação de dados capazes de, sem perda aparente de informação, utilizar larguras de banda mais baixas do que as que teoricamente seriam necessárias.
Estes sistemas de compressão de dados baseiam-se no equilibrio entre o mínimo de qualidade aceitável na comunicação e a largura de banda necessária.
Assim, a dimensão da imagem, o número de imagens por segundo e a taxa de compressão conseguida são factores determinantes da largura de canal necessário.
A largura de banda necessária para cada transmissão é desta forma muito variável.
Como exemplo, tomemos uma linha telefónica analógica normal com uma largura de 9.6Kbps. Esta largura de banda, é suficiente para transmitir por exemplo texto, pois um bloco com 1Kbyte demorará aproximadamente 1 segundo a ser transmitido. Contudo, se quisermos transmitir uma imagem com 500 Kbyte teremos de esperar quase 8 minutos. Se considerarmos ainda que para transmitir movimento são necessárias pelo menos 30 imagens por segundo, concluímos que estas linhas são de todo impraticáveis.
A transmissão do som, acrescenta ainda uma dificuldade pois enquanto algumas imagens podem ser suprimidas sem grande percepção da vista humana, qualquer interrupção do som torna-se de imediato notada. A esta dificuldade, acrescentamos o facto de nas transmissões multimédia, imagem e som terem de estar interligados.
Por outro lado, a transmissão de som de alta qualidade utiliza larguras de banda maiores do que as comunicações telefónicas normais, cerca de 66 Kkps são recomendáveis embora se quisermos a qualidade de um CD, são precisos 176 Kbps.
Um outro factor a considerar é o tempo de transmissão da voz. Sendo o meio de comunicação constituído por equipamentos informáticos e redes de comunicação de dados, existe sempre um tempo de propagação da informação. Estudos mostram que até 100 milisegundo este atraso não é perceptível ao ouvido humano.
Assim, desde o microfone até ao destino não deverá num sistema interactivo, como por exemplo, videoconferência existir um tempo de transmissão superior a 100 milisegundo.